O DOMINGO

LIVROS LITÚRGICOS NA LITURGIA DA PALAVRA

domingo  AJ 18 12

A Igreja sempre se preocupou desde os primórdios em preparar livros litúrgicos para todos os sacramentos das comunidades. Estes livros litúrgicos serviam para harmonizar as diversas comunidades, bem como evitar a intromissão de heresias tão frequentes nos primeiros séculos da Igreja. Entre os sacramentários, os antifonários e os livros de anáforas, encontramos os lecionários. Desde os primeiros séculos, foram elaboradas divisões das leituras, para que a catequese se completasse ao longo do ano litúrgico. Essa tradição remonta as sinagogas judaicas, onde se liam o Pentateuco, os Salmos e os Profetas. Para os sacramentos, estes lecionários existiam mesmo antes que os livros bíblicos fossem divididos em capítulos e versículos. Naqueles tempos, a demarcação das leituras era feita com a primeira e a últimas frases do texto escolhido. As leituras eram feitas diretamente das Sagradas Escrituras e serviam para que os fiéis conhecessem e contemplassem os mistérios cristãos.

Quando houve a reforma litúrgica pós-conciliar, a Igreja reintroduziu os lecionários, escalando ministros próprios para esta função, valorizando assim a Liturgia da Palavra. A impostação destes livros promove grande reverência à Palavra, dando-lhe um valor fundamental dentro da Missa.

Entre os vários lecionários, que são as fontes das leituras, encontramos: o lecionário dominical (anos A, B e C); o lecionário ferial (para os dias de semana) e o lecionário santoral (para as festas e memórias dos santos). Este é o esquema próprio para a Celebração da Eucaristia, mas temos as leituras para a Liturgia da Palavra para os rituais sacramentais, profissões religiosas e bênçãos.    

Os textos bíblicos da Liturgia da Palavra são inscritos nos lecionários que devem ser valorizados como “livros sagrados” e servem para evangelizar o povo de Deus e prepará-lo para celebrar os rituais sacramentais.  De fato, na sequência dos textos apresentados nas celebrações dominicais, encontramos uma sequência harmônica da ação de Cristo na história, interpolada pelos acontecimentos do povo hebreu e nos dias feriais, a história completa dos passos da Antiga Aliança.

 

 

Fonte: O DOMINGO – Semanário Litúrgico-Catequético –18/12/2016

Pe. Antônio S. Bogaz – Prof. João H. Hansen

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PBJH

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